A juventude mundial comemora hoje, sexta-feira, o seu dia, instituída em Dezembro de 1999 pela Assembléia Geral das Nações Unidas. Numa resolução, a ONU endossou a recomendação saída da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude, realizada em Lisboa (Portugal), de 8 a 12 de Agosto de 1998, que declarou o dia 12 de Agosto como Dia Internacional da Juventude.
A Conferência Mundial recomendou a data e incentivou que se organizassem atividades públicas e informativas, no sentido de apoiar o dia, para melhor promover o conhecimento do Programa Mundial da Ação para a Juventude.
Numa mensagem por ocasião da data, a ONU considera que “hoje, o mundo conta com cerca de três mil milhões de habitantes com menos de 25 anos e mais de 100 milhões de crianças em idade escolar não frequentam a escola. Todos os dias, perto de 30 mil crianças morrem devido à pobreza e sete mil jovens contraem o HIV/Sida.
Para a ONU, ainda que os jovens constituam um quarto da população ativa, representam metade do total de desempregados. O mercado de trabalho tem dificuldade em assegurar aos jovens empregos estáveis, que lhes ofereçam boas perspectivas, exceto quando são altamente qualificados.
“Sem um trabalho digno, os jovens tornam-se particularmente vulneráveis à pobreza, o que, por sua vez, dificulta o acesso à educação e a serviços básicos de saúde, limitando ainda mais a sua empregabilidade”, lê-se na mensagem.
Neste Dia Internacional, segundo recomenda a ONU, os governos devem aproveitar a data para criar oportunidades e redobrar esforços para apoiar os jovens e levá-los a realizar o seu potencial, para benefício de todos.
O objetivo é encorajar o diálogo e compreensão entre gerações e promover os ideais de paz, respeito pelos direitos humanos, liberdade e solidariedade. Segundo a ONU, a data deve servir para estimular jovens na promoção de progresso, com ênfase nas Metas de Desenvolvimento do Milênio.
As metas incluem a redução de uma série de males sociais até 2015, como a extrema pobreza, a fome, a mortalidade materna e infantil, a falta de acesso à educação e cuidados de saúde.

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