domingo, julho 03, 2011

O CANTO LITURGICO NO TEMPO COMUM

A expressão “Tempo Comum” ou “Durante o ano” ou ainda “cotidiano”, é o tempo que fica entre os dois grandes ciclos da Páscoa e do Natal, e constitui a matriz original do ano litúrgico, celebrando a totalidade do mistério de Cristo. É o período mais longo do ano, constando de 33 ou 34 domingos, distribuídos da festa do Batismo do Senhor até o início da Quaresma; de Pentecostes até o 34º Domingo Comum, festa de Cristo Rei.
Pe. Joãozinho e também Pe. José Bortolini fazem uma bela comparação, para explicar a importância deste Tempo Comum, que deve ser marcado pela ação do Espírito Santo e pelo caminhar da Igreja seguindo os passos de Jesus, alimentada pelos sacramentos. Mais ou menos assim eles se expressam: “Nossas famílias, os amigos, os grupos, se reúnem em grandes festas, celebrando datas marcadas por acontecimentos importantes (aniversário, jubileu...), quando o cardápio é certamente especial, como uma boa lazanha, um delicioso bolo... Mas ninguém faz banquete todo dia... Nos dias da semana, são o feijão e o arroz que nos reúnem ao redor da mesa, e como nos alimentam e fortalecem!... Assim também acontece ao longo do Ano Litúrgico, o que de longe diminui a importância deste tempo, pelo contrário, o valoriza. Aliás, diga-se o mesmo com relação ao Domingo, Dia do Senhor, comparado aos dias da semana.
Portanto, o ritmo do Tempo Comum é marcado especialmente pelos Domingos, quando celebramos a presença do Senhor Ressuscitado entre nós, iluminando com seu Espírito a nossa vida e o nosso caminhar rumo à Páscoa eterna. Sem nos deter em aspectos particulares do mistério de Cristo, como no Natal e na Páscoa, procuramos vivê-lo em sua plenitude. O acento forte nos é dado pela “leitura contínua do Evangelho, que nos coloca no seguimento de Jesus Cristo, desde o chamamento dos discípulos até os ensinamentos a respeito dos fins dos tempos.” (Guia Litúrgico-Pastoral da CNBB, 2007, pág. 13). Devemos fazer deste um tempo de graça, no hoje da salvação que o Senhor nos oferece, contemplando as palavras, os fatos e gestos realizados pelo Deus-Conosco, escutando e praticando sua Palavra, integrando as situações mais comuns de nossa vida no mistério pascal de Jesus Cristo. É no Tempo Comum do Ano Litúrgico que a Igreja valoriza e dá espaço para as festas do Senhor, da Virgem Maria, dos santos e santas, apóstolos e mártires e tantos outros, nossos padroeiros, que são apelo à santidade, porque deram a vida e o sangue pelo Reino, testemunhas fiéis do Cordeiro, no seguimento radical de Jesus. A referência unificadora é sempre o mistério pascal de Cristo, à luz do qual caminhamos e impregnamos de páscoa a nossa vida cotidiana.
  • O verde, cor da esperança, é a cor litúrgica do Tempo Comum, devendo nos lembrar a primavera, a ecologia, o cuidado pela natureza, tornando este mundo nossa casa habitável...
  • Os símbolos usados estejam de acordo com a proposta do Evangelho de cada domingo;
    Valorize-se a procissão de abertura nas celebrações dominicais;
  • Cuide-se do espaço celebrativo, das toalhas e objetos do altar; destaque à mesa da Palavra ou ambão, usando a cor litúrgica deste tempo;
  • Os cantos sejam litúrgicos, inspirados nas Escrituras e na própria Liturgia, dialogais e orantes, levando em conta a Palavra, o momento ritual, o mistério celebrado;
  • Refrãos orantes antes do início da Celebração ajudam a criar clima de silêncio e oração;
    Privilegiem-se as Partes Fixas, o Ordinário da Missa, cantando A liturgia mais que NA liturgia: o Glória, o Santo, as Aclamações, o Amém, o Cordeiro de Deus...
  • O Salmo Responsorial deve ser cantado do ambão, porque é Palavra de Deus, segundo melodias indicadas pelos CDs do Hinário Litúrgico e/ou o livro “Cantando os Salmos e Aclamações”, ambos da Paulus. A assembléia deve participar no Refrão;
  • O canto da Comunhão retome, na medida do possível, o tema do Evangelho, visando a unidade entre a Mesa da Palavra e a Mesa da Eucaristia;
  • Um pequeno ensaio com o povo antes da Celebração é fundamental, para possibilitar o canto da assembléia, que tem sempre a primazia;
  • Lembrem-se os ministros do canto: cantamos não para o povo, e sim, com o povo!

Irmã Miria T. Kolling

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Um pouco da história...

A Paróquia Santa Fé foi criada em 10 de Novembro de 1999 e está localizada junto ao Bairro Santa Fé, na região Norte de Caxias do Sul. Fazem parte da Paróquia as seguintes comunidades: Santa Rita de Cássia (Santa Fé) Nossa Senhora Consoladora (Centenário I) Senhor Ressuscitado (Centenário II) São Luiz Santo Antônio da 7 ° Légua, Nossa Senhora das Dores São Peregrino (Parque Alvorada) Nossa Senhora do Pedancino da 7ª Légua Nossa Senhora de Guadalupe (Brandalise) São Francisco (Vila Maestra) Nossa Senhora Aparecida (Belo Horizonte) Imaculado Coração de Maria (Vila Ipê) Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Canyon) São Marcos (Veneza)e Nossa Senhora das Graças (Colina do Sol).

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